E os ventos das mudanças sopram forte na minha “cara”, não sei que “cara” tenho mais; Cara de camaleão? Cara de palhaço? Cara de atriz? Cara de mulher? Cara de homem? Cara de criança? Cara de anjo? Cara de diabinho? Cara de borboleta? Cara de vitima? Cara de dominadora? Cara de amorosa? Cara de farinha? Cara de chorona? Cara de iludida? Cara de realista? Cara de 33 anos? Cara de escritora? Cara de filosofa? Cara de sonsa? Cara de sexy? Cara de bobinha? Cara de velha? Cara de raposa? Cara de inexperiente? Cara de generosa? Cara de aérea? Cara de plantada... Cara de...cara de...
As mudanças do vento... vento, vento.... Fazem com que minha cara mude; ASSUMO MIL E UMA OUTRAS CARAS... Meus cabelos se desmantelam, eu sinto um frio, mas eu adoro esse frio, mas eu odeio esse frio, sou o posso da contradição, o amor....
Sempre gostei, desde criança, quando estava viajando, no carro ou no ônibus, deixar o vidro todo aberto do automóvel, para que o vento entrasse forte na minha cara e viesse a desmantelar os meus pensamentos... Desmantelar os meus cabelos... Sinto, ouço e saboreio o vento....o vento que muda a direção, o vento que transforma bem forte o meu rosto; essa sensação na minha cara, faz com que eu sinta a presença forte dele, as vezes dói, as vezes refresca ...
Oh vento Siroco.... Quem É VOCE QUE VEM TÃO FORTE, CONVIVO, VIVO, RESPIRO E DEPOIS DO NADA LEVANTA, SACODE LEVANDO TUDO, E DE NOVO VEM SACODE, LEVANDO TUDO.../ VENTO DOS CCLOS? VENTO DA TRANSFORMÇÃO? Não sei que vento és tu, mas eu te Respiro... Estou respirando....Estou respirando....Estou respirando....Quais as caras que vão me caber? Oh vento,Que tudo possa ser doce.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Era uma vez uma moça. Era uma vez uma moça que mentia. Mentia não por ser mentirosa, mentia porque não conseguia ser tanta verdade. Verdade demais faz doer na sinceridade do mundo. Era uma vez uma moça que brincava de verdade, A moça que mentia só não sabia mentir para outra moça que brincava de verdade. Porque essa outra moça via o que ela sempre queria esconder. A moça escondia tudo dos amigos, do vizinho, do padrinho, do filhinho, da vovó, do namoradinho.... Só não conseguia se esconder para a outra moça que brincava de verdade. Acho que a outra moça a que brincava de verdade; via, sentia, fremia, intuía.. E seguia....
Era a mentira na brincadeira de verdade... Ou era a verdade na brincadeira de mentira...
A moça que via a outra a que se escondia continuava fingindo acreditar nas suas mentiras.... Talvez por saber que a moça que mentia nunca seria a verdade, talvez porque ela preferisse a mentira também, talvez porque ela se duvidasse também, talvez porque ela tivesse medo da verdade da moça que mentia de verdade, talvez, talvez....
Um dia as máscaras caíram e só restou o vazio... Não ficou nem a mentira e nem a brincadeira de verdade.... As moças se olharam e deram um suspiro profundo e foram elas para sempre. Sem mentira e sem brincadeira de verdade.
Cara a cara.
Era a mentira na brincadeira de verdade... Ou era a verdade na brincadeira de mentira...
A moça que via a outra a que se escondia continuava fingindo acreditar nas suas mentiras.... Talvez por saber que a moça que mentia nunca seria a verdade, talvez porque ela preferisse a mentira também, talvez porque ela se duvidasse também, talvez porque ela tivesse medo da verdade da moça que mentia de verdade, talvez, talvez....
Um dia as máscaras caíram e só restou o vazio... Não ficou nem a mentira e nem a brincadeira de verdade.... As moças se olharam e deram um suspiro profundo e foram elas para sempre. Sem mentira e sem brincadeira de verdade.
Cara a cara.
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